
A deputada federal brasileira Erika Hilton tornou-se, no último domingo (4), a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, nas eleições brasileiras.
Após a apuração de todas as urnas, a deputada transexual recebeu mais de 1,5 milhão de votos, superando a ex-deputada federal Joice Hasselmann, que, em 2018, recebeu pouco mais de um milhão de votos pelo Partido Social Liberal (PSL).
A reeleição de Erika Hilton, neste ano, registou seis vezes mais votos em comparação com as eleições de 2022, quando foi eleita deputada federal com mais de 250 mil votos, tornando-se a primeira mulher negra e trans a conquistar um lugar na Câmara dos Deputados.
Erika Hilton iniciou a sua carreira política em 2018, quando foi eleita, pela primeira vez, como codeputada estadual em São Paulo, integrando o mandato colectivo da Bancada Activista na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Em 2020, Hilton foi eleita para o seu primeiro mandato individual como vereadora da cidade de São Paulo, tornando-se, naquele ano, a mulher mais votada do Brasil para uma Câmara Municipal.
A actuação da deputada centra-se em temas relacionados com os direitos das mulheres, da população negra brasileira e da comunidade LGBTIQ+.
Actualmente, Erika Hilton é uma das principais responsáveis pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa pôr fim à escala de trabalho 6×1, uma das principais reivindicações da classe trabalhadora brasileira.


