
A Africa Christian Professionals Forum (ACPF) em parceria com o Family Policy Institute (FPI), vai realizar entre os dias 12,13, 14 e 15 de Maio de 2027, a terceira Conferência Pan-Africana sobre “Valores Familiares” ( PACFV), na cidade do Cabo, na África do Sul.
Segundo a Plataforma digital sul-africana, MambaOnline, o encontro reunirá líderes religiosos, parlamentares, profissionais e defensores da chamada “família tradicional” para discutir família, vida, liberdade religiosa e valores considerados bíblicos e africanos.
A MambaOnline avança ainda que, a conferência tem gerado forte oposição de organizações LGBTQIA+, feministas e de direitos humanos, que receiam que as propostas discutidas sejam transformadas em leis e políticas capazes de afectar direitos relacionados com orientação sexual, identidade de género, direitos reprodutivos e educação sexual.
De acordo com a coligação Vimba! We the People, formada na África do Sul em resposta ao crescimento destas agendas, a mobilização em torno da conferência poderá contribuir para iniciativas destinadas a restringir o acesso aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva, criminalizar determinadas expressões de género e limitar o acesso dos jovens a informação sobre sexo, sexualidade e saúde sexual.
As organizações LGBTQIA+, feministas e de direitos humanos entendem que determinadas propostas associadas ao movimento podem resultar na restrição de direitos conquistados, particularmente nas áreas da igualdade, sexualidade, género, educação e saúde reprodutiva.
Um dos elementos que mais preocupa os críticos da conferência é a possibilidade de ligação entre o movimento de “valores familiares” e a chamada Draft African Charter on Family Sovereignty and Values (Carta Africana sobre Soberania e Valores Familiares). Entretanto, o projecto de Carta pretende estabelecer uma determinada concepção de família e soberania nacional para os Estados africanos.
Os seus críticos afirmam que a proposta exclui as relações entre pessoas do mesmo sexo e poderá entrar em conflito com normas existentes de direitos humanos relacionadas com igualdade, género, saúde sexual e reprodutiva e liberdade de expressão.



