
Cerca de 40 activistas LGBTQIA+ foram agredidos e detidos, na madrugada do dia 14, durante a uma ampla operação policial promovida pelo Governo da Turquia em 15 províncias, incluindo Istambul, Ancara, Izmir e Mersin, visando residências, bares e sedes de organizações de direitos humanos.
Segundo o site de notícias Reuters, os activistas tiveram suas casas invadidas, enquanto dezenas de sites e perfis foram bloqueados. A repressão, baptizada pelo governo turco “Ailem Güvende” que quer dizer “Minha Família Está Segura”, integra a campanha do governo em defesa dos chamados “valores familiares”.
De acordo com o governo turco, dezenas de pessoas, associações e estabelecimentos foram incluídos em procedimentos judiciais em diferentes regiões do país.
Segundo informações divulgadas, as organizações de direitos humanos denunciam que conceitos vagos de moralidade vêm sendo utilizados para restringir direitos, perseguir activistas e criminalizar espaços de organização da população LGBTQI+.
Até o momento, as detenções e procedimentos seguem sendo atualizados, e o número definitivo de pessoas atingidas pela operação ainda pode aumentar.
A Amnistia Internacional se posicionou contra as detenções dos activistas turcos, pedindo o fim imediato da campanha de perseguição e detenção contra os activistas LGBTIQ+ do país.



