
O sistema de vigilância epidemiológico do país, confirmou a existência de mais de 440 casos de Mpox no país desde novembro de 2024 até setembro de 2026, com um total de dois mortos até ao momento. A maior parte das ocorrências foi registada este ano, tendo as províncias de Cabinda e Moxico Leste com o maior número de casos.
Em uma Conferência de Imprensa realizada na última quinta-feira (10), pelo MINSA, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos de Sousa, fez o ponto da situação epidemiológica do vírus Mpox em Angola e das principais medidas de prevenção e combate à propagação da doença, cujo primeiro caso foi confirmado no país a 16 de novembro de 2024.
De acordo com os dados apresentados na conferência, Angola registou cumulativamente até ao dia 05 deste mês (setembro) 442 casos confirmados, quatro dos quais em 2024, seis em 2025 e 432 em 2026.
O surto de Mpox afecta 11 das 21 províncias do país, em função aos dados apresentados.
Segundo Carlos de Sousa, a província de Cabinda liderou o registo de casos, com 314 do total cumulativo, seguindo-se o Moxico Leste com 91 casos.
“Nas restantes províncias, o número é significativamente menor”, disse o governante angolano, realçando que os dois óbitos foram registados em Cabinda e no Uíge, correspondendo a uma taxa de letalidade global de 0,45%.
Carlos de Sousa avançou que, desde o início do surto, foram registados 1.131 contactos acompanhados pelas autoridades de saúde.
Actualmente, o país tem 116 casos ativos, pessoas que se encontram internadas e sob acompanhamento, e 186 contactos que estão isolados e em seguimento.
Dos 116 casos ativos, 92 são em Cabinda, sete no Moxico, seis no Moxico Leste, quatro em Luanda, quatro na Lunda-Sul, dois no Bengo e um no Cuando.
Na resposta ao surto, acrescentou Carlos de Sousa, Angola mobilizou, este ano, 50 mil doses de vacina contra a Mpox, que estão a ser “utilizadas de forma estratégica e prioritária” devido à sua disponibilidade limitada mundialmente.
A Mpox é uma doença viral rara causada pelo vírus Mpox, que pertence à mesma família do vírus da varíola humana. Por ser uma doença zoonótica, o mesmo pode ser transmitido de animais para humanos e entre pessoas, e pode manifestar-se através de febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas, que podem aparecer sob a forma de manchas, bolhas e feridas.
O período entre o contacto com o vírus e o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas pode variar entre cinco e 21 dias, sendo que, geralmente, as pessoas recuperam completamente em duas a quatro semanas.
A Mpox é uma doença infecciosa aguda, de origem viral, sem tratamento específico. Para eliminar a propagação do surto, as autoridades sanitárias recomendam a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso do álcool em gel, evitar saudações e cumprimento com o contacto físico, bem como evitar aglomerações.



